TSJ de Maduro ratifica condenações contra executivos da Citgo

TSJ de Maduro ratifica condenações contra executivos da Citgo

O juiz de Nicolás Maduro ratificou as penas de oito a 13 anos de prisão contra os seis ex-executivos da Citgo detidos na Venezuela desde 2017, informou nessa sexta-feira (4) o Supremo Tribunal de Justiça (TSJ).

A sentença” do tribunal “que condenou o cidadão José Ángel Pereira Ruimwyk, ex-presidente da empresa Citgo, subsidiária da petrolífera estatal PDVSA nos Estados Unidos, a cumprir a pena de 13 anos e sete meses de prisão, por o cometimento dos crimes de estelionato próprio e concertação de funcionário com contratante”.

Ele também foi condenado a pagar “uma multa de 2 milhões de dólares equivalente a 40 por cento do valor da propriedade que foi objeto do crime”, disse o TSJ em um comunicado de imprensa divulgado esta sexta-feira à noite.

A sentença também “confirmou” a condenação de “Tomeu Vadell Recalde, Jorge Luis Toledo Kohury, Gustavo Adolfo Cárdenas Cardona, José Luis Zambrano Colina e Alirio José Zambrano Colina, ex-diretores da mesma empresa, a cumprir pena de oito anos e 10 meses de prisão” pelos “crimes de concertação de funcionário com contratante e associação para cometer um crime”.

“Infelizmente não sabemos o que diz a decisão, mas posso dizer que não consigo imaginar um argumento coerente e legal que confirme uma sentença repleta de violações gravíssimas e alarmantes da lei e das noções mais básicas de justiça, “, disse à AFP. Jesús Loreto, advogado de defesa de Vadell.

Conhecido como o “Citgo 6”, cinco cidadãos norte-americanos e um com residência permanente naquele país, o caso estremeceu ainda mais as relações entre a Venezuela e os Estados Unidos, que repetidamente pediram sua libertação.

A decisão foi divulgada depois que os advogados de defesa do “Citgo 6” apelaram em novembro passado das sentenças proferidas após um julgamento iniciado em agosto de 2020, dois anos e meio após suas prisões em novembro de 2017.

Os ex-executivos estão detidos em celas do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin), em Caracas, uma vez que uma medida de prisão domiciliar foi revogada – pela segunda vez desde sua prisão – em 16 de outubro de 2021.

A revogação da prisão domiciliar coincidiu com a extradição para os Estados Unidos do empresário colombiano e principal aliado de Nicolás Maduro, Alex Saab.

A família de Tomeu Vadell considerou que a decisão do tribunal de apelação confirma a “condenação injusta de 26 de novembro de 2020” contra o engenheiro da Citgo.

“Estamos profundamente entristecidos pela contínua violação dos direitos humanos de Tomeu”, que recentemente se recuperou da covid-19, diz um comunicado enviado à AFP.

A ONG de direitos humanos Foro Penal os considera parte dos 242 “presos políticos” da Venezuela. *NTN24

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