Angola despede-se de José Eduardo dos Santos

© Francisco Paulo

Os restos mortais de ex-presidente angolano, falecido a 8 de Julho, em Espanha, na sequência de uma crise cardiorrespiratória, já repousam no Sarcófago ao lado do Memorial Dr. António Agostinho Neto, em Luanda. Três dos dez dos filhos não participaram do funeral, por alegada discórdia com o governo e a ex-mulher.

Angola prestou hoje, na Praça da República, em Luanda, a última homenagem a José Eduardo dos Santos, cuja cerimónia contou com a presença de Chefes de Estado e de Governos e delegações estrangeiros.

O corpo com a urna do antigo Presidente angolano foi a enterrar no Memorial Dr. António Agostinho Neto, no dia que completaria 80 anos se tivesse vivo.

Adão de Almeida, ministro do Estado da Casa Civil da Presidência da República, disse, em nome do governo angolano, que José Eduardo Santos foi o promotor da paz e da reconciliação nacional, razão pelo seu reconhecimento é unanime e questionável.

O Presidente José Eduardo dos Santos ao alcance de duas maiores conquistas; a paz e a reconciliação nacional, cujos frutos beneficiamos há 20 anos. O reconhecimento é unanime e inquestionável, razão porque o povo angolano o apelidou arquitecto da paz”, descreve o governante.

Joseana dos Santos, uma das filhas do antigo Presidente angolano, descreve a figura do pai, assim como avisou que a família não permitir que se faça aproveitamento à figura de José Eduardo dos Santos.

Não deixarei que usem o teu nome em vão e para benefício próprio e em que profanem. Apesar de todas as dificuldades que atravessou sozinho e em silêncio, manteve-se um homem resiliente e seguro nos seus valores e conceitos de vida”, lamentou uma das filhas de José Eduardo dos Santos.

Por sua vez, o bispo Gaspar João Domingos, líder da Igreja Metodista em Angola, afirma que dos Santos vai continuar na memória do povo, devido aos seus efeitos.

Ele carrega consigo todos os bons sentimentos, sempre souberam clamar dos Santos amigo, o povo está contigo”, lembrou.

O antigo Presidente governou o país durante 38 anos e nos últimos dois anos “refugiou-se em Espanha”, devido a problemas de saúde, onde viria falecer em Julho, com 79 anos. *RFI

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