Bombardeio atômico de Hiroshima completa 77 anos

População de Hiroshima presta tributo ao serem completados os 77 anos do bombardeio atômico que devastou a cidade nos últimos dias da Segunda Guerra Mundial. Milhares de pessoas se reuniram na manhã deste sábado para a cerimônia anual no Parque Memorial da Paz.

O premiê japonês, Kishida Fumio, contou com a participação de representantes de 99 países, assim como com o secretário-geral da ONU, António Guterres, o primeiro líder do órgão a participar do evento em 12 anos.

Mais de 3.000 membros do público também se juntaram à cerimônia, um aumento substancial em relação aos anos de 2020 e 2021, os dois primeiros anos da pandemia do coronavírus.

Autoridades colocaram uma lista de vítimas da bomba de volta em um cenotáfio, na esteira do acréscimo dos nomes de 4.978 pessoas que morreram ou tiveram o óbito confirmado no decorrer dos últimos 12 meses. O número chegou agora ao total de 333.907.

Participantes fizeram uma pausa para observar um momento de silêncio às 8h15 da manhã, o horário exato em que os Estados Unidos lançaram a bomba no dia 6 de agosto de 1945. A explosão e a subsequente chuva radioativa mataram cerca de 140.000 pessoas até fim daquele ano, assim como muitos outros foram expostos à radiação prejudicial.

Setenta e sete anos depois, o movimento para abolir armas nucleares está enfrentando desafios consideráveis. A Rússia está ameaçando usar tais armas contra a Ucrânia, e mais países afirmam que elas são um mecanismo importante de dissuasão contra ataques.

Em sua declaração pela paz, o prefeito de Hiroshima, Matsui Kazumi, citou que a população ao redor do mundo acredita cada vez mais que a dissuasão nuclear é uma precondição para a paz. Contudo, ele disse que a única maneira de garantir fundamentalmente a proteção de vida e propriedade é através da eliminação de armas nucleares como um todo. O prefeito conclamou os líderes de potências atômicas para que visitassem Hiroshima e Nagasaki, a outra cidade japonesa dizimada pela bomba nuclear, para que possam observar eles próprios a consequência de um ataque atômico.

O primeiro-ministro Kishida Fumio disse aos participantes do evento que o Japão trilhará um caminho em direção a um mundo sem armas nucleares “por mais estreito, pedregoso e difícil que ele possa ser”. Ele disse que o Japão vai em busca desta meta, apesar das tensões sobre segurança global, enquanto prossegue cumprindo os três princípios de não possuir, não produzir e não permitir o ingresso de armas nucleares no país.

A média de idade dos sobreviventes da bomba atômica é agora superior a 84 anos, significando que está mais distante o sonho de que eles possam um dia ver um mundo livre de armas nucleares. *NHK

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