BINGO na astronomia: radiotelescópio brasileiro poderá ver o que James Webb não consegue

As previsões do físico teórico Elcio Abdalla são bastante otimistas para o projeto do radiotelescópio brasileiro BINGO. Com tecnologia que busca captar imagens através da radiação de 21 cm do átomo de hidrogênio neutro, o instrumento, segundo o pesquisador que coordena o projeto, poderá ser complementar ao telescópio espacial James Webb.

Em entrevista à Sputnik Brasil, Abdalla explicou que o BINGO e o Webb enxergam imagens diferentes do universo e, por isso, podem ser complementares na análise do cosmos. Para o físico, o radiotelescópio brasileiro tem potencial para fazer grandes descobertas por buscar enxergar a matéria escura do universo.

“O cosmos é muito complexo, e estamos muito longe do ‘topo’. Somente a nossa galáxia, a Via Láctea, tem 100 mil anos-luz de tamanho. Tudo é muito longe, e, por isso, há diversas formas de se ter imagens do universo”, declarou.

Abdalla, que também é professor da Universidade de São Paulo (USP), destaca que o BINGO vai olhar para uma linha muito específica do hidrogênio, de 21 cm. Isso faz com que o telescópio brasileiro tenha uma visão de 11 bilhões de anos atrás, quando a energia escura começou a se estabelecer no universo.

O James Webb, por sua vez, é um telescópio ótico que olha para a fase quente do Big Bang — anterior ao olhar do BINGO —, com o objetivo de entender os processos de expansão do universo. * Informações Sputnik

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