Mali decreta três dias de luto nacional após morte de 130 pessoas por jihadistas

AP – Jerome Delay

O massacre de Diallassagou, no Mali, está a gerar duras críticas das forças políticas contra a junta militar no poder. O ataque levado a cabo por jihadistas do grupo Katiba Macina, afiliado à Al Qaeda, terá feito mais de 130 vítimas mortais.

O Mali decretou três dias de luto em homenagem às mais de 130 vítimas mortais do ataque Diallassagou, no centro do país, junto à fronteira com o Burkina Faso. Este é ainda um balanço provisório, após no fim de semana um grupo de cerca de uma centena de jihadistas ter realizado vários ataques na região, matando mais de uma centena de homens, sequestrando mulheres e incendiando casas em várias aldeias.

Perante esta violência, os partidos da oposição contestam o aumento das tensões e do número de ataques, pedindo à junta militar que está no poder desde 2020 que pare com o triunfalismo efémero de dar a entender que o problema do terrorismo no país está resolvido e se trata apenas de ataques “desesperados”, quando ataques desta dimensão se tornaram frequentes no país.

Apesar de não ter sido reinvindicado, relatos de locais que sobreviveram a este ataque, indicam que terá sido o grupo Katiba Macina que levou a cabo este massacre.

Liderado pelo pregador islâmico Amadoune Kouffa, este grupo está ligado à Al Qaeda. No início do ano, teria sido feito um acordo entre as populações locais e este grupo para encontrar uma paz relativa, com os habitantes a prometerem não colaborar com autoridades, pagar uma dízima e obedecer a regras islâmicas como separação dos sexos e barba obrigatório para os homens.

No entanto, este acordo terá sido invalidade pelo exército do Mali que matou pelo menos seis jihadistas no início do mês, com o massacre do fim de semana a ser interpretado como uma potencial vingança.

Em 2021, morreram neste género de ataques pelo menos 600 pessoas segundo um relatório da ONU, com os civis a serem mortos não só por jihadistas, mas também pelas próprias forças armadas do Mali e mílicias como o grupo russo Wagner. *RFI

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