França procura estabilidade governativa após eleições legislativas

A Assembleia nacional em França vai passar a contar com apenas uma maioria relativa de “Ensemble” (Juntos), a coligação presidencial. A aliança de esquerda chegou em segundo lugar nas eleições legislativas de ontem. A câmara baixa do parlamento onde a extrema direita conseguiu um resultado inédito, mais de dez vezes superior ao da última legislatura, com os “republicanos“, de direita, a poderem vir a ser aliciados pelo partido no poder, para alcançar alguma estabilidade. 

A recém empossada primeira-ministra Elisabeth Borne, conseguiu ser eleita no círculo eleitoral de Calvados, noroeste do país, mas admite que esta maioria relativa do partido presidencial é absolutamente inédita no regime parlamentar atual.

Enquanto força central nesta nova assembleia trabalharemos por forma a construir uma maioria de acção. Não há alternativa a esta união, de maneira a garantir a estabilidade para o nosso país, e a garantir as reformas necessárias“.

A aliança de esquerda, encabeçada por Jean-Luc Mélenchon, da ala radical, alega ter alçando o objectivo que seria privar o partido presidencial de uma maioria absoluta.

Alcançámos o objectivo político que tínhamos definido em menos de um mês: Provocar a queda daquele que, com tanta arrogância, tinha vergado o braço do país inteiro, por forma a ser eleito… sem que se soubesse para quê !”

Um dos grandes vencedores do escrutínio foi a União nacional, de extrema direita, que consegue multiplicar por mais de dez o número de deputados, movimento presidido interinamente por Jordan Bardella que insiste na façanha alcançada contra o que alega ser a arrogância do presidente.

É a arrogância e o desprezo de Emmanuel Macron pelos franceses, a sua impotência sobre as questões de insegurança e de poder de compra que fizeram dele um presidente minoritário enquanto nós alcançámos um resultado nunca antes visto !”

Muitos são os sectores a considerar que Macron será obrigado a cobiçar o voto dos republicanos, que alcançaram 61 deputados, sendo outros dez de demais componentes de direita. Christian Jacob, o presidente dos republicanos, promete, porém, continuar a ser uma força de oposição.

“”Será, como sempre fizemos, uma oposição construtiva, uma oposição real a Emmanuel Macron que terá tudo destruído. O quinquénio dele terá sido um fracasso total que acabou por provocar este resultado“.

A França a contas agora, na câmara baixa do seu parlamento, para alcançar uma maioria que garanta estabilidade governativa ao presidente eleito a 24 de Abril. *RFI

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