Conversações de cessar-fogo na Ucrânia não progridem

Líderes da Europa estão incrementando ações diplomáticas à medida que aumenta a violência contra civis e a destruição em várias partes da Ucrânia, mas até agora não houve progresso no sentido de um cessar-fogo.

O presidente da França, Emmanuel Macron, e o chanceler alemão Olaf Scholz realizaram uma teleconferência a três com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, pedindo um cessar-fogo imediato. Contudo, Putin permaneceu firme em sua postura linha-dura.

Após a reunião por telefone, Macron disse: “As condições apresentadas por Putin não são aceitáveis para ninguém, para ser honesto.”

Macron disse não acreditar que uma solução possa ser obtida em poucas horas ou poucos dias.

Chanceleres da Rússia e da Ucrânia encontraram-se na Turquia para reuniões presenciais pela primeira vez desde o início do conflito.

Sergey Lavrov e Dmytro Kuleba reuniram-se por cerca de 90 minutos, mas também não conseguiram chegar a um acordo.

O Ministério da Defesa da Rússia disse que uma instalação de pesquisas da Ucrânia estava desenvolvendo armas químicas utilizando o coronavírus de morcegos com o apoio financeiro dos Estados Unidos.

Na quinta-feira, Washington negou esta acusação, advertindo que a Rússia poderia utilizá-la como pretexto para a utilização de armas químicas.

Forças russas cercaram cidades em toda a Ucrânia. Segundo funcionários da ONU, já mataram pelo menos 549 pessoas, incluindo 41 crianças.

Um hospital na cidade de Mariupol, no leste do país, foi destruído num ataque aéreo. Na quinta-feira, o ministério da defesa russo disse que suas forças haviam dominado vários distritos suburbanos, mas negou o ataque ao hospital.

Uma mulher disse à NHK que seus pais, que continuam em Mariupol, disseram que as lojas estão fechadas e eles estão sem comida, obtendo água para beber a partir da chuva ou da neve.

Um porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Florian Seriex, disse ser imperativa a evacuação de civis da cidade o quanto antes.

Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, até quarta-feira, mais de 2,3 milhões de pessoas haviam fugido da Ucrânia. Destas, cerca de 1,4 milhão foram para a Polônia, e mais de 210.000 para a Hungria. Cerca de 90.000 pessoas fugiram para a Rússia. *NHK

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