Angola doa a França duas esculturas que pertenciam ao Palácio de Versalhes

Esta sexta-feira (4), no Palácio de Versalhes, Angola e França assinaram o primeiro acordo de cooperação cultural. O Estado angolano, através do ministro da Cultura, Turismo e Ambiente, Filipe Zau, doou à França duas obras de arte.

“O dia 4 de Fevereiro, data do início da luta armada contra a administração colonial portuguesa, também passa a representar o aprofundamento das relações entre Angola e França”, afirmou Filipe Zau, ministro da Cultura, Turismo e Ambiente.

A doação de duas esculturas encomendadas pelos reis Luís XIV e Luís XV, que se encontravam nos jardins da embaixada de Angola em França  desde 1979, marca “um momento histórico”, como sublinhou a ministra da Cultura da França, Roselyne Bachelot.

“Um momento histórico que demonstra a qualidade das relações franco-angolanas. Momento histórico pela importância e valor das duas obras de arte. Histórico pelo acordo intergovernamental é o primeiro acordo assinado entre os dois países na área das artes cultura e património, que completa os acordos assinados nos últimos dois anos em diversas áreas”, afirmou a ministra da Cultura francesa.

“As duas obras regressam ao seu lugar de origem”, lembrou o ministro da Cultura, Turismo e Ambiente, Filipe Zau. “A partir de hoje, estas obras de elevada relevância patrimonial regressam ao seu lugar de origem. Cada povo tem o seu indiscutível direito de usufruir do seu próprio património. Já que a identidade de um povo é o seu maior garante de soberania“, declarou 

Esta primavera, uma delegação angolana de peritos do património vai ser recebida no Palácio de Versalhes para um seminário de estudo sobre o tema da gestão sustentável dos espaços culturais. Este vai ser o início de intercâmbios intensos em todas as áreas das artes e cultura entre Angola e Portugal.

As duas obras de arte, um conjunto escultórico denominado Zéphyr, Flore et l’Amour e uma escultura denominada l’Abondance, tinham sido encomendadas, pelos reis Luís XIV e Luís XV, para decorarem os jardins dos castelos, fazem parte do património de Versalhes que ficou disperso com Revolução. 

Duas obras procuradas há quase dois séculos, que regressaram esta sexta-feira ao palácio de versalhes, depois da doação de Angola a França. *RFI

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