Justiça russa ordena fim de organização de direitos humanos Memorial

Justiça russa ordena fim de organização de direitos humanos Memorial

A organização não-governamental Memorial, considerada como um dos pilares da liberdade e direitos humanos na Rússia, viu o seu fim decretado pelo Supremo Tribunal do país após diversas acusações de infrações do estatuto de “agente estrangeiro”.

Há 30 anos que a organização não-governamental russa Memorial é um farol dos direitos humanos no país, salvaguardando a memória das purgas soviéticas e denunciando os abusos de poder da era Vladimir Putin.

Esta terça-feira, a justiça russa decidiu que a organização deveria ser dissolvida, já que infringe sistematicamente as obrigações do estatuto de “agente estrangeiro”, um estatuto atribuído a todas as organizações que o regime russo considera que agem contra os interesses do país.

No tribunal, o procurador russo acusou a organização de “criar uma imagem mentirosa da União Soviética como Estado terrorista”,  promovendo o “branqueamento dos crimes nazis”.

Até hoje a Memorial continua a ajudar a documentar o percurso de milhões de pessoas perseguidas e deportadas pelo regime de Estaline, dando às suas famílias o máximo de informação possível sobre o que se passou depois do seu desaparecimento.

A organização considera a decisão ilegal e já anunciou que vai interpor um recurso de forma a evitar o encerramento da sua atividade. *RFI

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