Empresa quer presos para produzir caminhões na Rússia

A maior fabricante de caminhões da Rússia, a Kamaz, está considerando trazer prisioneiros para trabalhar em suas maiores fábricas no país, na tentativa de compensar um déficit de força de trabalho, de acordo com entrevista coletiva do CEO Sergei Kogogin concedida nesta sexta-feira, que foi publicada pela agência Reuters.

A empresa enfrenta um déficit de 4 mil funcionários em suas instalações de produção em Naberezhnye Chelny, uma cidade industrial a mais de 900 quilômetros a leste de Moscou, disse ele. As instalações possuem cerca de 24 mil funcionários. “Estamos avaliando como aplicar o programa (de trabalho) desenvolvido pelo Serviço Penitenciário Federal”, disse Kogogin a repórteres, de acordo com a agência.

Presidiários podem complementar força de trabalho

As restrições ligadas à pandemia levaram muitos trabalhadores migrantes a deixar a Rússia, forçando as autoridades e empresas privadas a ponderar maneiras de preencher a falta de trabalhadores. O Serviço Penitenciário Federal no início deste ano propôs um plano para usar presidiários para complementar a força de trabalho, insistindo que o novo sistema não se pareceria com o vasto sistema de campos de trabalho forçados, os chamados Gulags, da era soviética.

Em abril, um documento do governo ordenou que as autoridades avaliassem a viabilidade de usar condenados para construir ferrovias. A Kamaz, que é 47% controlada pelo conglomerado estatal Rostec e 15% pela Daimler, já trouxe trabalhadores migrantes do Uzbequistão e agora está considerando procurar trabalhadores nas prisões russas, disse Kogogin, segundo a Reuters. *yahoo.com 

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