França restitui 26 tesouros artísticos ao Benim pilhados no século XIX

A França restituiu na segunda-feira (9) solenemente ao Benim, 26 obras dos tesouros reais beninenses de Abomey, pilhados no século XIX pelas tropas coloniais, “um momento histórico de orgulho nacional”, do ponto de vista das autoridades do Beni.

Estátuas reais, como por exemplo a estátua do poderoso Rei Ghézo representado como um homem-pássaro ou o Rei Béhanzin, esculpido meio homem, meio tubarão, ou imponentes portas de madeira esculpidas, tronos, túnicas, altares, bastões de dança, que são preciosos testemunhos da dinastia que reinou nos séculos XVIII e XIX no que hoje é o sul do Benim, estão entre as 26 obras que a França devolve hoje ao Benim, um gesto que do ponto de vista do Eliseu “constitui um momento importante para a construção de uma nova relação e de um novo olhar entre a França e o continente africano”.

O presidente francês recebeu esta manhã o seu homólogo beninense Patrice Talon no intuito de finalizar a restituição carregada de simbolismo destas obras que até agora estavam conservadas no museu parisiense do “Quai Branly” e deverão seguir já amanhã para o seu país de origem num avião com o Presidente Talon.

O regresso destas obras, depois de 130 de ausência, é esperado com emoção em Cotonou. Depois de 2 meses de adaptação ao clima e às novas condições de conservação, os tesouros serão expostos durante 3 meses na presidência, antes de ser transportados para locais provisórios de armazenamento, até à construção de um museu na sua localidade de origem, Abomey, no sul do Benim.

Há dias, depois de ser anunciada a restituição destas obras ao seu país, o ministro beninense da cultura expressou o seu orgulho. “São apenas 26 obras sobre milhares, mas estamos a dar início a alguma coisa que já não pode parar”, considerou Jean Michel Abimbola ao expressar o desejo que outros países onde se encontram igualmente tesouros do Benim, como a Grã-Bretanha, a Alemanha e os Estados Unidos possam seguir o mesmo caminho.PUBLICIDADEhttps://beb46619bb72b7134e4ebabd740f2389.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Segundo peritos, 85 a 90% do património africano encontra-se fora do continente. Desde 2019, para além do Benim, seis outros países, o Senegal, Costa de Marfim, Etiópia, Chade, Mali e Madagáscar submeteram pedidos à França para a restituição do seu património, Paris devendo em breve restituir uma obra de arte ao Estado Marfinense. *RFI

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