A Anistia Internacional exorta o México e os EUA a impedir as deportações de haitianos

A Anistia Internacional exigiu nesta quinta-feira que os países americanos, especialmente Estados Unidos e México, parem com as deportações de haitianos, ao mesmo tempo que condenam “as violações dos direitos humanos” que sofrem na região, como detenções ilegais e discriminação racial.

“Hoje pedimos aos Estados da região que acabem com as deportações ao Haiti e apliquem com urgência medidas de proteção aos haitianos, como asilo e outras formas de residência legal para que possam reconstruir suas vidas em segurança”, disse Erika Guevara Rosas, diretor para as Américas da organização.

A Anistia Internacional e a Haitian Bridge Alliance publicaram nesta quinta-feira o relatório “Nenhum lugar seguro: Haitianos em movimento precisam de proteção internacional urgente”, resultado de uma investigação realizada na cidade mexicana de Tapachula, no estado de Chiapas, na fronteira com a Guatemala.

O documento conclui que “o México está tomando medidas que, na prática, podem restringir o acesso à proteção para os haitianos”, como “devoluções ilegais” e “sem o devido processo legal”.

“Enquanto a situação política e econômica continua se deteriorando no Haiti, o que facilita violações massivas de direitos humanos, sequestros e violência generalizada, os Estados das Américas não protegem os haitianos em trânsito, que buscam estabilidade e segurança”, lamentou Guevara Rosas.

Como acontece com pessoas de outras nacionalidades que são os protagonistas da onda migratória sem precedentes que a região está experimentando, os Estados Unidos freqüentemente expulsam os haitianos sob o Título 42, uma política do governo anterior de Donald Trump que usa o COVID-19 como pretexto para expulsões rápidas sem responder aos pedidos de asilo.

Por sua vez, o México, onde mais de 26 mil haitianos solicitaram asilo este ano pela impossibilidade de entrar nos Estados Unidos, resolve favoravelmente “menos da metade dos pedidos”, enquanto no caso dos venezuelanos é superior a 90% e 80% dos hondurenhos, disse a Anistia. *Informações NTN24 / EFE 

Categorias:Américas

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