Angola: Paleontólogo português descobre plesiossauro com 72 milhões de anos

Procurar vestígios de animais que já viveram no planeta terra há milhões de anos é o trabalho de Octávio Mateus, paleontólogo e docente da Universidade Nova de Lisboa. Uma das descobertas mais recentes foi a de um plesiossauro, réptil marinho, com cerca de 72 milhões de anos, um achado feito em conjunto com a sua equipa, em Angola.

Em entrevista à RFI, o professor universitário falou sobre as descobertas feitas no continente africano, incluindo a do plesiossauro encontrado em Bentiaba, na província do Namibe, em 2017. O estudo sobre este animal foi publicado em agosto deste ano. 

“Os plesiossauros eram répteis exclusivamente marinhos e viveram ao mesmo tempo do que os dinossauros. Os plesiossauros são muito raros e, sobretudo, muito raros em África. O que nós descobrimos foram exemplares de uma nova espécie que já tínhamos baptizado previamente com o nome Cardiocorax mukulu e o que verificamos agora é um segundo espécime com um crânio completo e, em conjunto, faz dos mais completos plesiossauros da África Subsaariana, portanto, é uma descoberta importante”, explicou o investigador.

Os fósseis descobertos por Octávio Mateus e a sua equipa estão actualmente patentes numa exposição no Museu Nacional de História Natural do Smithsonian, em Washington, e ali permanecerão até ao final de 2022, antes do regresso definitivo a Angola, de onde são originários.

Esta é a descoberta mais recente do Projecto PaleoAngola, que também já deu a conhecer ao mundo o primeiro dinossauro de Angola. *RFI

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