Cidade de Nagasaki relembra vítimas da bomba atômica de 1945

Nesta segunda-feira (9), o Japão parou por um momento para relembrar as vítimas de um dos mais catastróficos eventos de guerra da História.

Há 76 anos, no dia 9 de agosto, um avião militar americano lançou uma bomba atômica sobre a cidade de Nagasaki, no sudoeste do país, apenas três dias após o primeiro ataque atômico do mundo ter atingido a cidade de Hiroshima.

Pessoas se reuniram em uma cerimônia para rezar por um mundo sem guerras e livre de armas nucleares.

Nagasaki observou um minuto de silêncio às 11h02 da manhã, horário exato em que a bomba explodiu. Os raios de calor e radiação, bem como a onda do impacto da explosão devastaram a cidade, matando mais de 70 mil pessoas até o final de 1945.

Muitos sobreviventes sofrem de câncer ou de outras doenças relacionadas à exposição que tiveram à radiação.

O número de participantes da cerimônia deste ano foi reduzido para cerca de 500, devido às medidas antivírus. A quantidade de participantes foi de apenas cerca de um décimo do tamanho dos eventos dos anos anteriores à pandemia.

Os participantes observaram os nomes das vítimas serem colocados de forma simbólica no memorial. O registro agora conta com 189.163 nomes e inclui 3.202 pessoas que foram acrescentadas desde o ano passado.

Oka Nobuko falou sobre sua experiência em nome dos sobreviventes da bomba atômica, denominados hibakusha em japonês. Ela era uma enfermeira de 16 anos na época do incidente. Apesar de Oka também ter se ferido, ela foi designada a cuidar das pessoas que estavam gravemente feridas ou prestes a morrer.

Oka disse: “Nós, hibakusha, prometemos que enquanto estivermos vivos, vamos passar adiante nossas experiências, continuar a pedir pela abolição das armas nucleares, e fazer nosso apelo em prol da paz”.

Em sua declaração de paz, o prefeito de Nagasaki, Taue Tomihisa, se referiu ao tratado da ONU que proíbe armas nucleares. O acordo entrou em vigor em janeiro. Mas potências nucleares, bem como o Japão e demais países protegidos pelo guarda-chuva nuclear americano, não assinaram o documento.

Taue disse: “Como país mais ciente das trágicas consequências das armas nucleares, o Japão deveria participar do primeiro encontro de estados-membros do tratado da ONU como observador, de forma a considerar maneiras de aprimorar o tratado. E peço que o Japão assine e ratifique o acordo o mais rápido possível”.

O primeiro-ministro Suga Yoshihide afirmou que o Japão vai promover os esforços da comunidade internacional para abolir armas nucleares, passo a passo.

Suga afirmou que o Japão pretende obter resultados significativos em uma iminente conferência de revisão do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares.

A idade média dos sobreviventes agora está acima dos 83 anos. À medida que envelhecem, eles passam a ter mais dificuldade em transmitir suas experiências, especialmente em meio à pandemia, que os priva da chance de falar com as pessoas cara a cara e em eventos públicos. *NHK

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