Fumaça de incêndios no oeste dos EUA atravessam país e mergulham Nova York em nevoeiro

Nova York e várias regiões do leste dos Estados Unidos e do Canadá foram cobertas por um nevoeiro cinza e pelo cheiro de fumaça desde terça-feira (20). O fenômeno foi provocado pelos grandes incêndios no oeste desses dois países, cujas nuvens gigantescas cruzaram o território.

Quem viu imagens de Nova York nas últimas horas teve a impressão de que a Big Apple estava coberta por um filtro cinzento. A principal cidade dos Estados Unidos ficou mergulhada no nevoeiro que deve se dissipar nesta quarta-feira (21).

Os Serviços de Proteção Ambiental do estado emitiram um alerta de qualidade do ar, como acontece sempre que há taxas de concentração de partículas finas superiores a 35 microgramas por metro cúbico. Um especialista desse serviço indicou que não é incomum que a fumaça de incêndios na costa oeste chegue à costa leste do país, mas geralmente esta é alta o suficiente na atmosfera e não afeta a qualidade do ar. Desta vez, a fumaça está mais baixa do que o normal, ressaltou.

A situação deve melhorar nesta quarta-feira, quando se aguarda a chegada de uma frente fria à região de Nova York, disse um porta-voz do serviço meteorológico nacional dos Estados Unidos, o National Weather Service.

O fenômeno é parecido com o registrado no Brasil em 2019, quando a cidade de São Paulo foi coberta por uma nuvem de fumaça. Na época, as queimadas na região amazônica foram apontadas como principal razão do nevoeiro no sudeste do país.

Situação difícil no Canadá

Vários grandes incêndios eclodiram há dias no oeste dos Estados Unidos, especialmente na Califórnia, em Nevada e Oregon, onde autoridades tentam conter o fenômeno, conhecido como “Bootleg Fire”. Mas a situação também está difícil no Canadá. Em Ontario, província mais populosa do país, mais de 2 mil pessoas foram retiradas de suas casas nos últimos dias, em meio a mais de 200 incêndios ativos na região e na vizinha Manitoba. A província ocidental canadense da Colúmbia Britânica decretou estado de emergência na terça-feira devido ao avanço dos incêndios florestais, que devem crescer ainda mais nos próximos dias, devido ao forte calor e aos ventos.

“Chegamos a um ponto crítico”, disse o ministro provincial de Segurança Pública, Mike Farnworth, antes de decretar o estado de emergência na província. A decisão dá poderes para organizar evacuações em massa e fornecer acomodação de emergência para os desabrigados, explicou o ministro. Um total de 5,7 mil pessoas estavam sob ordem de evacuação na província nesta terça-feira, mais do dobro do dia anterior. Outros 32 mil residentes foram colocados em alerta.

Mudanças climáticas

Os incêndios devastam o oeste do Canadá e a costa oeste dos Estados Unidos há semanas, após uma onda de calor escaldante no fim de junho, que especialistas relacionam às mudanças climáticas.

Segundo o diretor de operações do serviço de incêndios florestais da Colúmbia Britânica, Cliff Chapman, cerca de 3 mil km² já se transformaram em fumaça na província, mais de três vezes a área média que costuma queimar nessa época do ano. A província tem cerca de 300 incêndios florestais ativos, provocados pelo clima quente e seco, que deve continuar nos próximos dias, além de ventos crescentes, que podem espalhar as chamas.

O interior e o sudoeste da Colúmbia Britânica, incluindo parte de sua fronteira com os Estados Unidos, são particularmente afetados. Mais de 3 mil bombeiros lutam contra os incêndios em toda a província. *Informações RFI

Categorias:Américas, Meio ambiente

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