Biden reafirma seu apoio ao líder da oposição venezuelana

O presidente Joe Biden reafirmou em carta na segunda-feira o apoio dos Estados Unidos ao líder da oposição venezuelana Juan Guaido, mesmo em meio aos esforços para retomar as negociações com o governo do presidente Nicolás Maduro. 

“Sob sua liderança e em coalizão com líderes da sociedade civil, vocês estão preservando esses ideais de liberdade, democracia e soberania”, disse Biden em uma carta dirigida a Guaido e enviada por meio do Escritório de Assuntos da Venezuela na vizinha Colômbia, disse à AFP um funcionário da aquele escritório.

A carta foi enviada por ocasião do aniversário da independência da Venezuela, em 5 de julho de 1811.

Biden disse que Guaido está liderando seu país “por meio de uma transição de poder pacífica e democrática”.

Guaido é reconhecido por cerca de 50 países como o líder interino da Venezuela como chefe da Assembleia Nacional depois que Maduro declarou vitória nas eleições de 2018 amplamente criticadas como fraudulentas.

O governo do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs severas sanções financeiras à Venezuela e sua empresa nacional de petróleo PDVSA, em um esforço malsucedido para remover os esquerdistas enquanto a Venezuela mergulhava em uma crise política, econômica e humanitária mais profunda. 

No entanto, os Estados Unidos e a União Europeia disseram em junho que estariam dispostos a renegociar algumas sanções se os venezuelanos tomassem medidas em direção a “eleições confiáveis”.

Guaido liderou manifestações para convocar novas eleições na segunda-feira, depois que os principais partidos da oposição boicotaram as eleições presidenciais de 2018 e legislativas de 2020. 

Maduro se opõe totalmente à ideia, já que as eleições para governadores e prefeitos acontecem em novembro. 

Na sexta-feira, Maduro acusou os Estados Unidos de conspirar para assassiná-lo, perguntando retoricamente se Biden havia aprovado um plano. 

“Joe Biden assinou as ordens de Donald Trump para trazer uma guerra civil à Venezuela e nos matar? Sim ou não? Eu pergunto”, disse ele em referência à visita do diretor da CIA, William Burns, e do chefe da o SouthCom, Craig Faller, para a Colômbia e Brasil. 

Washington e Caracas romperam relações diplomáticas em 2019, após o reconhecimento do mandato de Guaido pela Casa Branca. 

A embaixada dos Estados Unidos em Caracas foi encerrada e os assuntos relacionados com as relações entre os países agora são tratados em um escritório em Bogotá. *Informações NTN24 / AFP

Categorias:Américas, Política

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