Aliança Rússia-China cria “novos perigos” para a OTAN

A aproximação político-militar entre a Rússia e a China cria “novos perigos” para a OTAN e é uma “ameaça” ao multilateralismo, disse o secretário-geral da Aliança Atlântica nesta terça-feira. 

“A ordem baseada em regras, isto é, a base do multilateralismo, está ameaçada. A Rússia e a China têm uma colaboração política e militar cada vez mais intensa há algum tempo. Esta é uma nova dimensão e uma série de desafios. Para a OTAN. leva a novos perigos “, advertiu Jens Stoltenberg em entrevista ao diário italiano La Repubblica.

“Moscou e Pequim coordenam cada vez mais suas posições nas decisões tomadas em organismos multilaterais, como a ONU. Além disso, realizam exercícios militares conjuntos, experimentos associados a voos de caças de longa distância e (organizam) operações marítimas, mas também mantêm um intenso troca de experiências em sistemas de armas e controle de internet ”, explicou.

Para o chefe da aliança, a OTAN deve “adaptar-se” para responder sobretudo à “ascensão da China como potência militar” e “à crescente agressividade da Rússia”, questões que ocuparão uma parte importante da agenda dos dirigentes da a Aliança Atlântica em 14 de junho em Bruxelas com a presença do presidente dos EUA, Joe Biden. 

“Se não considerarmos a China como um inimigo (…), a China não compartilha nossos valores. Não acredita na democracia, nem na liberdade de expressão e de mídia”, continuou Stoltenberg.

“A China é muito ativa em África, nos Balcãs Ocidentais e no Ártico. Investe maciçamente em infraestruturas essenciais na Europa. É uma referência no ciberespaço. Tudo isto tem um grande impacto na nossa segurança”, advertiu.

Em relação à Rússia, a OTAN percebe uma abordagem dupla: “Dissuasão e diálogo”, em particular no que diz respeito ao controle de armas.

“As nossas tropas estão presentes de forma rotativa no Mar Báltico, na Polónia e na Roménia, e temos novos modelos de intervenção, de forma a que, em caso de crise, novos contingentes possam vir rapidamente para reforçar os outros no o terreno “, enfatizou Stoltenberg. 

Quanto à Bielo-Rússia, um país amigo da Rússia que faz fronteira com três países membros da OTAN (Polônia, Letônia e Lituânia), ela permanecerá “vigilante”. 

“Naturalmente, estamos preparados em caso de qualquer emergência para proteger e defender cada um de nossos aliados contra todos os tipos de ameaças vindas de Minsk ou Moscou”, frisou. *NTN24/AFP

Categorias:Internacional

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